quinta-feira, 18 de novembro de 2010

MOMENTO DE ESTUDO DE PORTUGUÊS

Para a Verificação de Português você deve ler com atenção os textos a seguir, a sinopse do filme "A Encantadora de Baleias" (postagem mais abaixo), sua apostila de Contos (IV), o caderno (verbos, advérbios, pronomes, adjetivos, substantivos).

I Leitura- Texto 1
Texto 2



Texto 3

O SOLDADINHO DE CHUMBO


Numa loja de brinquedos havia uma caixa de papelão com vinte e cinco soldadinhos de chumbo, todos iguaizinhos, pois haviam sido feitos com o mesmo molde. Apenas um deles era perneta: como fora o último a ser fundido, faltou chumbo para completar a outra perna. Mas o soldadinho perneta logo aprendeu a ficar em pé sobre a única perna e não fazia feio ao lado dos irmãos.
Esses soldadinhos de chumbo eram muito bonitos e elegantes, cada qual com seu fuzil ao ombro, a túnica escarlate, calça azul e uma bela pluma no chapéu. Além disso, tinham feições de soldados corajosos e cumpridores do dever.
Os valorosos soldadinhos de chumbo aguardavam o momento em que passariam a pertencer a algum menino.
Chegou o dia em que a caixa foi dada de presente de aniversário a um garoto. Foi o presente de que ele mais gostou:

— Que lindos soldadinhos! — exclamou maravilhado.
E os colocou enfileirados sobre a mesa, ao lado dos outros brinquedos. O soldadinho de uma perna só era o último da fileira.
Ao lado do pelotão de chumbo se erguia um lindo castelo de papelão, um bosque de árvores verdinhas e, em frente, havia um pequeno lago feito de um pedaço de espelho.
A maior beleza, porém, era uma jovem que estava em pé na porta do castelo. Ela também era de papel, mas vestia uma saia de tule bem franzida e uma blusa bem justa. Seu lindo rostinho era emoldurado por longos cabelos negros, presos por uma tiara enfeitada com uma pequenina pedra azul.
A atraente jovem era uma bailarina, por isso mantinha os braços erguidos em arco sobre a cabeça. Com uma das pernas dobrada para trás, tão dobrada, mas tão dobrada, que acabava escondida pela saia de tule.
O soldadinho a olhou longamente e logo se apaixonou, e pensando que, tal como ele, aquela jovem tão linda tivesse uma perna só.
“Mas é claro que ela não vai me querer para marido”, pensou entristecido o soldadinho, suspirando.
“Tão elegante, tão bonita… Deve ser uma princesa. E eu? Nem cabo sou, vivo numa caixa de papelão, junto com meus vinte e quatro irmãos”.
À noite, antes de deitar, o menino guardou os soldadinhos na caixa, mas não percebeu que aquele de uma perna só caíra atrás de uma grande cigarreira.
Quando os ponteiros do relógio marcaram meia-noite, todos os brinquedos se animaram e começaram a aprontar mil e uma. Uma enorme bagunça!
As bonecas organizaram um baile, enquanto o giz da lousa desenhava bonequinhos nas paredes. Os soldadinhos de chumbo, fechados na caixa, golpeavam a tampa para sair e participar da festa, mas continuavam prisioneiros.
Mas o soldadinho de uma perna só e a bailarina não saíram do lugar em que haviam sido colocados.
Ele não conseguia parar de olhar aquela maravilhosa criatura. Queria ao menos tentar conhecê-la, para ficarem amigos.
De repente, se ergueu da cigarreira um homenzinho muito mal-encarado. Era um gênio ruim, que só vivia pensando em maldades.
Assim que ele apareceu, todos os brinquedos pararam amedrontados, pois já sabiam de quem se tratava.
O geniozinho olhou a sua volta e viu o soldadinho, deitado atrás da cigarreira.
— Ei, você aí, por que não está na caixa, com seus irmãos? — gritou o monstrinho.
Fingindo não escutar, o soldadinho continuou imóvel, sem desviar os olhos da bailarina.
— Amanhã vou dar um jeito em você, você vai ver! - gritou o geniozinho enfezado.
Depois disso, pulou de cabeça na cigarreira, levantando uma nuvem que fez todos espirrarem.
Na manhã seguinte, o menino tirou os soldadinhos de chumbo da caixa, recolheu aquele de uma perna só, que estava caído atrás da cigarreira, e os arrumou perto da janela.
O soldadinho de uma perna só, como de costume, era o último da fila.
De repente, a janela se abriu, batendo fortemente as venezianas. Teria sido o vento, ou o geniozinho maldoso?
E o pobre soldadinho caiu de cabeça na rua.
O menino viu quando o brinquedo caiu pela janela e foi correndo procurá-lo na rua. Mas não o encontrou. Logo se consolou: afinal, tinha ainda os outros soldadinhos, e todos com duas pernas.
Para piorar a situação, caiu um verdadeiro temporal.
Quando a tempestade foi cessando, e o céu limpou um pouco, chegaram dois moleques. Eles se divertiam, pisando com os pés descalços nas poças de água.
Um deles viu o soldadinho de chumbo e exclamou:
— Olhe! Um soldadinho! Será que alguém jogou fora porque ele está quebrado?
— É, está um pouco amassado. Deve ter vindo com a enxurrada.
— Não, ele está só um pouco sujo.
— O que nós vamos fazer com um soldadinho só? Precisaríamos pelo menos meia dúzia, para organizar uma batalha.
— Sabe de uma coisa? — Disse o primeiro garoto. —Vamos colocá-lo num barco e mandá-lo dar a volta ao mundo.

E assim foi. Construíram um barquinho com uma folha de jornal, colocaram o soldadinho dentro dele e soltaram o barco para navegar na água que corria pela sarjeta.
Apoiado em sua única perna, com o fuzil ao ombro, o soldadinho de chumbo procurava manter o equilíbrio.
O barquinho dava saltos e esbarrões na água lamacenta, acompanhado pelos olhares dos dois moleques que, entusiasmados com a nova brincadeira, corriam pela calçada ao lado.
Lá pelas tantas, o barquinho foi jogado para dentro de um bueiro e continuou seu caminho, agora subterrâneo, em uma imensa escuridão. Com o coração batendo fortemente, o soldadinho voltava todos seus pensamentos para a bailarina, que talvez nunca mais pudesse ver.
De repente, viu chegar em sua direção um enorme rato de esgoto, olhos fosforescente e um horrível rabo fino e comprido, que foi logo perguntando:
— Você tem autorização para navegar? Então? Ande, mostre-a logo, sem discutir.
O soldadinho não respondeu, e o barquinho continuou seu incerto caminho, arrastado pela correnteza. Os gritos do rato do esgoto exigindo a autorização foram ficando cada vez mais distantes.
Enfim, o soldadinho viu ao longe uma luz, e respirou aliviado; aquela viagem no escuro não o agradava nem um pouco. Mal sabia ele que, infelizmente, seus problemas não haviam acabado.
A água do esgoto chegara a um rio, com um grande salto; rapidamente, as águas agitadas viraram o frágil barquinho de papel.
O barquinho virou, e o soldadinho de chumbo afundou.
Mal tinha chegado ao fundo, apareceu um enorme peixe que, abrindo a boca, engoliu-o.
O soldadinho se viu novamente numa imensa escuridão, espremido no estômago do peixe. E não deixava de pensar em sua amada: “O que estará fazendo agora sua linda bailarina? Será que ainda se lembra de mim?”.
E, se não fosse tão destemido, teria chorado lágrimas de chumbo, pois seu coração sofria de paixão.
Passou-se muito tempo — quem poderia dizer quanto?
E, de repente, a escuridão desapareceu e ele ouviu quando falavam:
— Olhe! O soldadinho de chumbo que caiu da janela!
Sabem o que aconteceu? O peixe havia sido fisgado por um pescador, levado ao mercado e vendido a uma cozinheira. E, por cúmulo da coincidência, não era qualquer cozinheira, mas sim a que trabalhava na casa do menino que ganhara o soldadinho no aniversário.
Ao limpar o peixe, a cozinheira encontrara dentro dele o soldadinho, do qual se lembrava muito bem, por causa daquela única perna.
Levou-o para o garotinho, que fez a maior festa ao revê-lo. Lavou-o com água e sabão, para tirar o fedor de peixe, e endireitou a ponta do fuzil, que amassara um pouco durante aquela aventura.

Limpinho e lustroso, o soldadinho foi colocado sobre a mesma mesa em que estava antes de voar pela janela. Nada estava mudado. O castelo de papel, o pequeno bosque de árvores muito verdes, o lago reluzente feito de espelho. E, na porta do castelo, lá estava ela, a bailarina: sobre uma perna só, com os braços erguidos acima da cabeça, mais bela do que nunca.
O soldadinho olhou para a bailarina, ainda mais apaixonado, ela olhou para ele, mas não trocaram palavra alguma. Ele desejava conversar, mas não ousava. Sentia-se feliz apenas por estar novamente perto dela e poder amá-la.
Se pudesse, ele contaria toda sua aventura; com certeza a linda bailarina iria apreciar sua coragem. Quem sabe, até se casaria com ele…
Enquanto o soldadinho pensava em tudo isso, o garotinho brincava tranquilo com o pião.
De repente como foi, como não foi — é caso de se pensar se o geniozinho ruim da cigarreira não metera seu nariz —, o garotinho agarrou o soldadinho de chumbo e atirou-o na lareira, onde o fogo ardia intensamente.
O pobre soldadinho viu a luz intensa e sentiu um forte calor. A única perna estava amolecendo e a ponta do fuzil envergava para o lado. As belas cores do uniforme, o vermelho escarlate da túnica e o azul da calça perdiam suas tonalidades.
O soldadinho lançou um último olhar para a bailarina, que retribuiu com silêncio e tristeza. Ele sentiu então que seu coração de chumbo começava a derreter — não só pelo calor, mas principalmente pelo amor que ardia nele.

Naquele momento, a porta escancarou-se com violência, e uma rajada de vento fez voar a bailarina de papel diretamente para a lareira, bem junto ao soldadinho. Bastou uma labareda e ela desapareceu. O soldadinho também se dissolveu completamente.

No dia seguinte. a arrumadeira, ao limpar a lareira, encontrou no meio das cinzas um pequenino coração de chumbo: era tudo que restara do soldadinho, fiel até o último instante ao seu grande amor.
Da pequena bailarina de papel só restou a minúscula pedra azul da tiara, que antes brilhava em seus longos cabelos negros.

Hans Christian Andersen

Você leu dois contos, um moderno e outro tradicional, e também uma História em Quadrinhos, do Miguelito.
Dois desses textos têm algo em comum. Você saberia dizer quais são e o que eles têm em comum?

13 comentários:

Anônimo disse...

Verô
Os dois contos tem uma semelhança muito comum, apesar de serem historias diferentes mas são contos que contam fatos ireais ou seja fantasia.Isso ira me ajudar muito na prova de potugues não sei nem como lhe agradecer.


Obrigado Guilherme T.

Profª Veronice Leal disse...

Ownnnn, querido!...Não precisa agradecer. Quero que vocês ESTUDEM e tenham boas notas!Pronto! Já ficarei MUITO FELIZZZZ! :-)
Sim, os contos não são histórias reais. Mas, leia de novo o texto 1 e o 2. Apesar de pertencerem a gêneros diferentes - um HQ, outro conto moderno- els também têm semelhanças...Veja lá!
Bjsss.

Anônimo disse...

Ooin (:
as semelhanças são:
eu nao tenho certeza, mas acho que é a diferença do que a menina faz e o menino faz, e cada um pensa de um jeito. SEILA!
bjss fe reis

Anônimo disse...

As hitórias que tem algo em comum é a história em quadrinhos e a dos irmãos, pois os dois tem desigaldade entre homem e mulher.


Raquel 5ºA

Anônimo disse...

As hitórias que tem algo em comum é a história em quadrinhos e a dos irmãos, pois os dois tem desigaldade entre homem e mulher.


Raquel 5ºA

Ricardo disse...

Eu li todos os textos, e se algum deles cair na prova, já vou saber tudo! (hehe)

Obrigado Verô por ter colocado os momentos de estudo, não é todos os anos que vamos ter isso, não é? :-]

Gostei muito da HQ, o humor sempre está no final mesmo! haha
O texto 2 achei meio preconceituoso no começo, com isso de "menina não joga futebol", e "menino não chora". Todos já choraram! Mas no final, eles perceberam como é ser menina e como é ser menino... hehe

Os textos que tem algo em comum são os textos 1 e 2, porque eles tem coisas preconceituosas em que diz que se você é tal coisa, não pode fazer outra.

Já estudei caderno e apostila, agora vou rever algumas coisas sobre o filme e depois fazer mais uma revisão!

~ Ricardo.

Rahira disse...

Oi vero ,
Os três textos sao bem interessantes! Eu ja tinha lido o texto três, mas em uma versao diferente. Os textos que tem algo em comum são o texto 1 e 2 pois os dois tem preconceitos.
Obrigado por colocar os textos pra estudarmos Verô !
Bjssss Rahira

Profª Veronice Leal disse...

Muito bem, Raquelzinha e Ricardo! É isso mesmo!
Fernanda, elabore melhor seu comentário. Você é tão capaz! É quase isso.
Bjs...:-)

Profª Veronice Leal disse...

Rahira, falou muito bem!
É isso mesmo!
:-)
Bjkas.

Anônimo disse...

Oi Verô, o texto que eu mais gostei, claro que foi o do soldadinho de Chumbo, mas, realmente são os textos 1 e 2, que tem algo em comum.Os dois tratam de preconceitos, em relação ao homem e a mulher.

Lucas muniz.

Anônimo disse...

Ooi de novo 0:

As histórias FICTICIAS, quem tem algo em comum, é a 1 e a 2. Pois, mostra os preconceitos entre a menina e o menino. como, meninos nao podem lavar a louça, como Miguelito imaginava, e tambeem, o texto 2, que um casal de irmão, sofrem preconceito a cada dia, os homens nao podem chorar, as meninas nao podem praticar esportes, nem subir em arvores! Achei um absurdo! eu pratico essas atividades quase TODOS os dias!

e aí vero, me diga! melhorei minha resposta?
hehe:B
bjss coleguinhas
sz
Fernanda Reis

Profª Veronice Leal disse...

Querida Fernanda, valeu o "puxãozinho de orelha", certo?...
Agora, o comentário ficou à altura da autora!
Muito melhor!!
Bjs, lindinha!

Cláah People(Clara Castagna 5ºA) disse...

Verô, adorei a prova ! Espero que tire um A lindão na minha prova...se não...brincadeirinha hehehe! É q estudei p caramba ontem! Por isso acho meio injusto eu tirar um B ou C! Não sou melhor q ninguem mas, estudei mt! Seria ótimo se eu tirasse um A
Beijooo